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Mostrando postagens de setembro, 2017

Atravessando uma noite escura sem manual

38 anos. Eu, quando era mais jovem, sabia que existia essa idade. Mas nunca tinha me aventurado a pensar sobre como seria, nem fiz exercícios mentais para tentar visualizar minha vida nesse patamar (como quando tinha 5 anos de idade e tentava me ver aos 10, quando achava que já seria "adulta"). E aí cheguei, caindo de pára-quedas, sem manual de instrução e bem desorientada. Não, minto: acabei encontrando manuais muito bons para entrar na fase. Os melhores são os que apresentam a vida sob um ponto de vista de jornada, ou de estrada. Uma estrada que usamos para chegar a alguns lugares marcados no mapa e trombamos em muitos que não estavam mapeados. Onde tomamos atalhos, encontramos subidas íngremes e descidas que podem machucar o joelho se formos rápido demais. Alguns desses mapas que usei são livros como "Mulheres que correm com os lobos" (Clarissa Estés), ou então "A jornada da heroína" (Maureen Murdock), ou "Viagens interiores" (Bert Helling...

Nunca a mesma pessoa - a ilusão de controle

Retorno aos blogs depois de muitos anos sem pensar neles. Existem épocas da vida cheias da certeza de que teremos sempre a mesma cabeça. E é justamente porque não tenho mais a mesma cabeça de alguns anos atrás (inda bem) que volto a uma estratégia antiga (blogar) para manter a paz de espírito. Ao contrário da cabeça, algo se mantém constante em mim: a necessidade de escrever, ou de realizar qualquer outro ato de criação. Uma constância em meio a tantas mudanças. E começo pela principal temática que me impulsiona agora a criar este blog: a recente ideia/pulsão/vontade incontrolável de engravidar. É muito simples, na verdade, então vou resumir: Eu aos 20: "tá louco, engravidar! Tenho mais o que fazer. Aborto na hora se acontecer". Eu aos 30: "imagina, tá louco! Vish". Eu aos 33: "em princípio não. Mas sei lá". Eu aos 35: "não, mas imagina só..." Eu aos 38: "quero". Então, tendo chegado recentemente (ou tardiamente, segundo a ...