Atravessando uma noite escura sem manual
38 anos. Eu, quando era mais jovem, sabia que existia essa idade. Mas nunca tinha me aventurado a pensar sobre como seria, nem fiz exercícios mentais para tentar visualizar minha vida nesse patamar (como quando tinha 5 anos de idade e tentava me ver aos 10, quando achava que já seria "adulta"). E aí cheguei, caindo de pára-quedas, sem manual de instrução e bem desorientada. Não, minto: acabei encontrando manuais muito bons para entrar na fase. Os melhores são os que apresentam a vida sob um ponto de vista de jornada, ou de estrada. Uma estrada que usamos para chegar a alguns lugares marcados no mapa e trombamos em muitos que não estavam mapeados. Onde tomamos atalhos, encontramos subidas íngremes e descidas que podem machucar o joelho se formos rápido demais. Alguns desses mapas que usei são livros como "Mulheres que correm com os lobos" (Clarissa Estés), ou então "A jornada da heroína" (Maureen Murdock), ou "Viagens interiores" (Bert Helling...